É a semana mais poética do ano

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Foto: Começou a semana mais poética do ano.

CABRAS DE LAMPIÃO - NAS VEREDAS DO SERTÃO

Foto: Divulgação

     O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO arruma o matulão e arrocha as alpercatas pra entrar nas caatingas e dançar Xaxado nos distritos e povoados de sua própria terra, Serra Talhada, Terra de Lampião e Capital do Xaxado. Já se apresentaram no mês de agosto em Serrinha e Água Branca.  “E não vamos apenas dançar Xaxado, vamos também ministrar oficinas de Xaxado,  com outras danças de alto quilate da cultura pernambucana”, comemora Karl Marx, ator e dançarino do grupo.
    O Projeto vai percorrer oito comunidades da zona rural, tendo como público alvo estudantes, trabalhadores rurais, donas de casa, pessoas que não vem costumeiramente à sede do município. “Faz vinte anos que estamos construindo essa história, e é muito bom nos apresentarmos nos grandes palcos, em festivais internacionais, explica a diretora e coreógrafa Cleonice Maria, “mas bacana mesmo é levarmos nosso espetáculo para as comunidades que pertencemos e nos inspira”, esclarece entusiasmada.

PROGRAMAÇÃO

09 às 12 hs. e 13 às 16h.
Oficina de Xaxado, Frevo e Coco

16: hs.
Mostra de Resultado das oficinas
Espetáculo Mistura Pernambucana
Palestra sobre CULTURA
Grupo de Xaxado Cabras de Lampião

LOCALIDADES:

Setembro
Dia 16 - Santa Rita
Dia 17 - Varzinha
Dia 23 - Logradouro
Dia 24 – Caiçarinha da Penha

Outubro
Dia 14 – Tauapiranga

Este Projeto – MANUTENÇÃO DO GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO – tem o patrocínio da FUNDARPE / FUNCULTURA / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE SERRA TALHADA. Com o apoio da SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO / SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO / PREFEITURA MUNICIPAL DE SERRA TALHADA.

E pra missa de João Paraibano, eu fiz:

quinta-feira, 11 de setembro de 2014



       Trono sem rei

João da Luz fez do pinho uma caneta
Que não teve no tempo de escola.
Escreveu o que quis com a viola,
Reluzente e ligeiro qual cometa.

Precisando, a usou como escopeta,
Atacando a miséria que assola,
Defendendo a poesia que consola,
Decantando o palácio e a sarjeta.

Com o pinho, fez cedo o seu enlace,
E com ele no peito e sob a face,
Implorou por Jesus e pela lei.

Mas agora, sem João, na orfandade,
Dorme o pinho no trono da saudade
E o sertão chora a falta do seu rei.

< Alexandre Morais, 09/09/14 >

Coisas de Jessiê Quirino

GAVETA DE BUGIGANGA


< Trouxe lá do Jornal da Besta Fubana: www.luizberto.com >

A
ABREVIAÇÃO

O cabôco beradeiro desacerta nas palavras, mas acerta nas idéias:

Sou mais Pêdo Balaieiro, com seu balaio de verbos sem nunca ser dado ler, do que o cabra estudado, aprendido e letrejado, diplomado em nunseiquê, com cabeça de minhoca, dos que abrevia pipoca parando na letra “C”.

ASSUNTO DO ANO
O assunto do ano foi o palco gigantesco que o prefeito construiu na praia; tanto que batizou com o sugestivo nome de: Assunto.
O problema: Ninguém queria tocar no Assunto.

B
BOFETE COM CIDADANIA
Hoje, não se pode dá um bofete em ninguém sem autorização judicial.

BOLE BOLE
As coisas que realmente bolem comigo são: gangorra, rede e cadeira de balanço, catabi…

C
CAUBY
Cauby Peixoto é um dos maoires Frank Sinatras do Brasil.

CHIQUÊ DE MACACO
Macaco chique só come morango. Morangotango.

D
DESIGUALDADE SOCIAL
Um morava na Rua do Meio.
O outro no meio da rua.

E
ENERGIA
Decepcionado feito quem brinca com luz de vela e PUFO! Chega energia.

ESPINGARDA
O cabra espingardeou o braço esquerdo, pegando o cano invisível, envergou o dedo num gatilho invisível na frente da venta; elevou o cotovelo direito na altura do ombro e disparou um tiro de boca: PÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Foi pena pra todo lado.

F
FIM DE ANO
Hoje em dia, novembro ta que é Dezembro puro: Marca-se tempo pra tudo… Ninguém tem tempo pra nada. Dezembro é festa acabada.

FADIGA DO FATIGADO
Estava tão fatigado que só rezava pra santo que estivesse sentado.

G
HISTÓRIA CENSURADA
História do padre tatuado na virilha que esqueceu o celular no motel e engoliu a lente de contato misturado com um Engov.

H
hossada de Dinossauro
Se tirar o agá, sai o dinossauro e ficam os ossos.

I
Iê-iê-iê da tartaruga
A tartaruga, bicho
É um bicho que mora nela, morou?
Sua cara não passa da carapaça.
Já Roberto, bicho
É um cara que mora onde a brasa mora

J
JASMIN
Era um branco esverdeado feito Quisuko de jasmin.

JOVENS
Os jovens precisam cumprir a lei de responsabilidade bimbal.

K
Kadeia com K
Só para crimes do canudinho branco

L
LAMPIÃO era calmo, mas tinha um bufete aparecendo por baixo do gibão

M
MOTE SENSURADO
Um pecado embrulhado na calcinha
Acha logo um estojo peniano.

N
NERO
…Aquela história do incêndio foi nera coincidência.
NU ARTÍSTICO é moldura e um pouco de fora. Mostrou muito é sacanegm.

O
OLIMPÍADAS DO VOVÔ
Vovô vencia catorze netos com barreira.

OFTALMOLOGISTA
Quando um cisco entra no of do oftalmologista são ofos do ofício.

P
PIPOCO
O “esse” fazia: Ssssssssssssss!!!! Se preparando pro pipoco. POU!

PORTO SEGURO
O chão é o subsolo do céu; o porão do paraíso. Um grande porto seguro, sem batida de urubu, sem pigarro de avião, sem fino de meteoro, sem foguete voador.

Q
Por que o “Q” não perde o cordão umbilical?

QUEM AMIGA AVISO É
Num vá que você se lasca.
Foi, lascou-se.

R
REFORMA ELEITORAL
Retirar as poltronas giratórias do parlamento e trocar por tamboretes.
Vá lá que o cabra não faça nada, mas ficar encostado e rodando já é demais!

OUTRA: Instituir a Sobrada Parlamentar; que consiste em arrancar uma perna do tamborete toda vez que o cabôco disser besteira na tribuna.

OUTRA: Tornar inelegível o parlamentar que não souber dizer a palavra inelegibilidade, sem ler e sem ser soprado.

OUTRA: Tornar Crime Eleitoral o uso de Photoshop pra maquiar retrato de campanha: Evitar que o cabôco mafioso, empata-foda e enchouriçado apareça Frei Bonzinho, amiguinho e encantador.

S
SAL
Tão prudente e comedido que estava ficando pálido bem dizer da cor de sal; com pouco sal.

T
TIBUNGÃO CULTURAL
Pra tibungar na cultura, pule na piscina de vinte e cinco mil livros da Biblioteca de José Mindlin. Cabôco tibungador.

TEM CADA UMA QUE DÁ DEZ
Alzira ficou alzirada com seu nome de casada:
Chamava-se Alzira Mandaí Almeida Braga. Casou-se com um peruano de sobrenome Garrafa. Tirou o “Braga” do nome e acrescentou Garrafa.
Botaram na identidade: Alzira Mandaí A. Garrafa. Aí ela pegou ar…

U
URGENTE
Vende-se um Lava-Jato a jato.

V
VENDA SUPERFATURADA
Vende-se, uma fábrica de empilhadeira de empilhar corrupção. 

VISGO DE JACA
Maria Visgo-de-jaca formou-se em esparadrapo na melhor escola de enfermagem da Califórnia. Era uma das maiores esparadrapistas dos Estados Zunidos.
Foi limpar a janela do apartamento ficou grudada na fachada… Morreu!

W
WAQUEJADA DO WAVÁ
Fatuuuuuura pião! $$$$

X
Xexenta por xento dos pernambucanos chia. Só não chia em banana. Mas, nas caxcas!!! 

Y
IPSILONE
Sem um ipsilone a mais ou a menos: prefeito andando na periferia é feito uma cadela no cio: andando e puxando a cachorrada.

Z
ZANGA
Primeira palavra de Seu Lunga:  bu-bu-danado!

foto

Vai João, vai fazer dupla com Deus

terça-feira, 2 de setembro de 2014




Foto: Claudio Gomes
                Vai poeta, senta ao lado
                De quem te fez cantador
                E cante mais mil baiões
                Duplado com o Senhor
                Que agora a criatura
                Juntou-se ao Criador


                Soube da notícia logo cedo, mas estava viajando e só agora paro pra refletir um pouco. Mas não há o que se diga porque é impossível dizer o que se sente quando se sente profundamente. João foi um dos grandes ídolos que se tornaram amigos. Que privilégio!
                Digo amigo porque além dos bons momentos vividos dentro e fora da poesia, vivemos um momento ímpar. João contou-me muita coisa sobre sua vida. Na metade da conversa já estávamos chorando, tamanhas foram as dificuldades vividas pelo menino, rapaz, homem e iniciante na cantoria. Mas ele persistiu e venceu a tudo. E acho que a todos também.
                Dali eu pensei em escrever um livro pra mostrar o João que só os amigos conhecem. Ele concordou com uma ressalva: “poeta, faça uma coisinha pequena, do meu tamanho mesmo... não faça aqueles grande, pesado, não.” Eu disse e digo: mas João, cada verso teu já é grande e pesado, não importa o tamanho do livro.
                Foi por SER poeta em essência que batizei o trabalho de “João Paraibano, poeta pela própria natureza.” Tá com o ilustrador e a ideia era lançar no próximo dia 11 de outubro, eu seu tradicional festival aqui em Afogados.
                Mas sei lá, o livro era dele... Vamos ver, vamos ver...
 
                Alexandre Morais, no triste dia de 02 de setembro de 2014
               

 
 
 
 
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